quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Inauguração da Arena Amil une tricampeão olímpico a momento histórico para a cultura e o esporte de Campinas

Neste domingo, 26 de agosto, acontece o lançamento oficial da equipe de voleibol feminino da Amil, em Campinas, dirigida pelo tricampeão olímpico José Roberto Guimarães e com a participação de atletas de ponta como Walewska, Fernandinha, Pri Daroit e a cubana Daymi Ramirez. O lançamento ocorrerá durante festa que contará com shows previstos do cantor Leonardo, de Bola Sete e do DJ Cesinha Filter, entre 14 e 19 horas, na Arena Amil, novo nome do Ginásio do Clube Concórdia, totalmente reformado. O Clube Concórdia, com quem a Amil fez esta parceria, é um dos poucos clubes centenários do estado de São Paulo e um dos mais antigos em atividade no Brasil.
O clube foi fundado em 17 de maio de 1870, por um grupo de jovens alemães que desejavam um espaço para praticar esportes e cantar. Nascia o Gesangverein Concórdia - Sociedade Alemã de Canto Concórdia, que passou a ser um dos territórios da música e do canto coral na cidade, ao lado de outros grupos da comunidade alemã, como o Phil Euterpe e o Gesangverein Enträch.
O Gesangverein Concórdia foi fundado apenas dois meses depois da estreia, a 19 de março, no Teatro Scala, em Milão, de "O Guarani", a ópera que imortalizou o maestro campineiro Antônio Carlos Gomes, considerado o nome histórico da cultura local. A projeção do Gesangverein Concórdia foi rápida e em 1875 ele se apresentou para o Imperador D.Pedro II, em uma de suas visitas a Campinas. O mesmo D.Pedro II que, doze anos antes, havia dado apoio integral à ida de Carlos Gomes para a Europa.
Com o tempo o Gesangverein Concórdia se consolidou como um dos mais importantes clubes esportivos e culturais de Campinas. Após a Segunda Guerra Mundial, o nome foi substituído para Clube Concórdia.
A tradição musical perdurou. Na antiga sede social, no centro da cidade, se apresentaram nomes de destaque como Roberto Carlos, Nelson Gonçalves e Altemar Dutra. Na década de 1960, o Concórdia adquiriu uma gleba na estrada para o distrito de Sousas, onde construiu seu clube de campo. O ginásio poliesportivo começou a ser construído em 1992. É este ginásico que, reformado, foi batizado de Arena Amil, para sediar as partidas da nova equipe brasileira de voleibol, no quilômetro 6 da atual rodovia Heitor Penteado. A antiga sede social do Concórdia, no centro, foi alugada para uma entidade beneficente e nela funciona o sistema Bom Prato, iniciativa do governo estadual.
Campinas tem outros quatro clubes centenários: o Clube Semanal de Cultura Artística, de 1857; o Jockey Club Campineiro, de 1877; a Associação Atlética Ponte Preta, de 1900; e o Guarani Futebol Clube, de 1911. A tradição esportiva da cidade continua, agora com o lançamento de forte projeto no voleibol feminino. (Por José Pedro Martins/Renato Fabretti)

II Festival Olímpico Intermunicipal de 2012 em El Salvador pela paz e o desenvolvimento humano



Neste vídeo divulgado por Naciones Unidas de El Salvador, mensagem anunciando o II Festival Olímpico Intermunicipal neste país centroamericano, evento multidesportivo de convivência que teve a participação de mais de 1000 crianças e adolescentes, moradores em nove municípios. Os jovens disputaram as modalidades futebol, futebol de salão, basquete, softball, atletismo e natação.
O festival foi organizado pela Prefeitura de San Salvador, com o apoio do Comitê Olímpico de El Salvador COES, no âmbito do Programa Conjunto Redução da Violência e Construção de Capital Social em El Salvador do Sistema das Nações Unidas, que objetiva criar condições que contribuam para o desenvolvimento humano, o fortalecimento da governabilidade democrática e a conquista dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. O festival teve a participação dos municípios de: Antiguo Cuscatlán, Colón, Cuscatancingo, Sacacoyo, San José Guayabal, Santa Tecla, Sonsonate, Sonzacate y San Salvador. As competições foram em San Salvador, em locais como as pistas de la Satélite e da colônia IVU, Chapupo Rodríguez e estádio Mágico González.

Da fuga do nazismo ao recorde em Londres, a história das paralimpíadas

Um anônimo mineiro ferido, que tinha lesão na medula espinhal e acabou falecendo na pequena localidade alemã de Konigshutte, em 1917, cumpre papel fundamental na história do nascimento do movimento paralímpico internacional, que também tem como componente uma fuga do horror do nazismo. A morte do mineiro ferido marcou para sempre a biografia de Ludwig Guttmann, que atuava como voluntário no hospital onde o paciente estava internado. Guttmann acompanhou a agonia do mineiro e, formado em Medicina em Freiburg, em 1924, não por acaso ficaria conhecido por seus métodos inovadores em recuperação de pacientes com lesões na medula espinhal.
Na Universidade Guttmann era membro de uma fraternidade judaica, que lutava contra o avanço do anti-semitismo. Após a graduação, trabalhou em Breslau e Hamburgo, voltando depois para Breslau. Proibido pelos nazistas de atuar em hospitais públicos, ainda continuou atuando no hospital judaico de Breslau, tendo evitado a transferência de dezenas de pacientes para campos de concentração, apesar das pressões permanentes da Gestapo.
Mas a situação na Alemanha foi ficando cada vez mais insustentável e Guttmann acabouo migrando com a família para a Inglaterra, em março de 1939, a convite da Sociedade para a Proteção da Ciência e Aprendizagem. Logo retomou suas pesquisas em Oxford, com o apoio do Conselho de Assistência aos Acadêmicos Refugiados.
Em plena Segunda Guerra Mundial, quando crescia de forma assustadora o número de mortos e feridos, Guttmann apresentou, em 1941, a pedido do Conselho de Pesquisa Médica da Inglatera, um amplo estudo sobre o tratamento e reabilitação de vítimas de pacientes com lesão na medula espinhal. Esta foi a origem da ideia de criação de um centro especial para tratamento desses pacientes. A ideia foi materializada quando Guttmann assumiu a direção do centro criado no Hospital Stoke Mandeville, em Aylesbury. O centro foi inaugurado em primeiro de fevereiro de 1944, com 26 leitos.
Desde o início o médico utilizou o esporte na reabilitação dos pacientes. Quatro anos depois, em 28 de julho de 1948, Guttmann organizou a primeira competição entre os pacientes, com a participação de 14 ex-militares e duas mulheres. Quatro anos depois, os jogos em Stoke Mandeville tiveram a participação de atletas holandeses - na realidade, veteranos de guerra. Era a gênese do movimento paralímpico internacional, que apenas cresceu nessas seis décadas, com uma nítida vocação pacifista, como indica a trajetória do dr.Ludwig Guttmann, falecido em 1980. A primeira edição das Paralimpíadas foi em Roma, em 1960. A primeira edição conjunta com os Jogos Olímpicos de Verão foi em 1988, em Seul. Quatro anos depois, em Barcelona, as Paralimpíadas adquiriram uma visibilidade que não parou mais de crescer. Em Londres, haverá um recorde de participação de comitês paralímpicos nacionais. Serão 166 e entre os países com primeira participação estão Albânia, Antigua e Barbados, Ilhas Virgens Americanas e San Marino. É a afirmação das paralimpíadas, como um marco do avanço do movimento global pela inclusão.

Paralimpíadas de Londres resgatam histórias de superação e fortalecem movimento pela inclusão

Entre 1980 e 2004, a nanadora norteamericana Trischa Zorn participou de todas as sete paralimpíadas e ganhou 46 medalhas, sendo 32 de ouro. A história da maior medalhista paralímpica de todos os tempos é uma das histórias de superação, que serão recontadas na décima quarta edição das Paralimpíadas, entre 29 de agosto e 9 de setembro, em Londres. Berço do movimento paralímpico internacional, foi em terras britânicas que começou uma trajetória marcada por exemplos de superação e que representa uma das faces do movimento planetário por cidades e sociedades inclusivas.
Serão 4280 atletas, disputando por 166 comitês paralímpicos nacionais. Muitos países estarão representados pela primeira vez em Londres, disputando em 503 eventos, 201 a mais do que nas Olimpíadas de Verão.  Cerca de 70% dos voluntários que trabalharão nas Paralimpíadas não participaram das Olimpíadas de Verão.
Muitos locais dos Jogos Olímpicos foram adaptados para receber as Paralimpíadas, como a Arena Riverbank para futebol de cinco e de sete, a North Greenwich Arena para basquete em cadeira de rodas e o Quartel de Artilharia Real para tiro ao arco. Dois espaços são novos: o Eton Manor, ao norte do Parque Olímpico, com nove tribunas para a competição de tênis de cadeira de rodas, e o legenário circuito de corridas de automóveis Brands Hatch, que sediará a competição paralímpica de ciclismo de estrada. 
Participação brasileira evolui - O Brasil participa com 182 atletas nas Paralimpíadas de Londres, dos quais 115 homens e 67 mulheres, representando 36,8% da delegação, 7,60% a mais do que em Pequim, em 2008. A velocista Viviane Soares, com 16 anos, é a mais nova atleta, e a mesa tenista Maria Luiza Passos, de 61, a mais experiente.
Em Pequim o Brasil ficou em nono lugar, com 16 medalhas de ouro, 14 de prata e 17 de bronze, somando 45 medalhas. Destaque para o nadador Daniel Dias, com quatro medalhas de ouro e duas de prata. Clodoaldo Silva é outro nadador de destaque na história paralímpica brasileira. Em quatro paralimpíadas ganhou 13 medalhas, sendo seis de ouro.
A avaliação da participação em Londres será fundamental para a projeção de novos saltos do movimento paralímpico no Brasil. O país cresceu muito no segmento nos últimos anos, como reflexo do avanço do movimento pela inclusão, mas ainda precisa ampliar os apoios e infraestrutura de modo a garantir uma expansão sustentada do movimento paralímpico.
Um plano de longo prazo, com metas e ações, visando as Olimpíadas de 2016, que serão no Rio de Janeiro, começou a ser traçado em 2010, quando o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) recebeu essa missão do presidente Luis Inácio Lula da Silva. Em 2011, foram criados o Time São Paulo e Time Rio, frutos da parceria entre o CPB e, respectivamente, governo de São Paulo e prefeitura do Rio de Janeiro. O objetivo é dar todo apoio para a preparação dos atletas com grandes condições de bom desempenho em Londres e no Rio de Janeiro.
No quadro geral de medalhas, computando as treze edições anteriores, o Brasil aparece no trigésimo segundo lugar, com 30 medalhas de ouro, 41 de prata e 46 de bronze, 117 no total. A liderança absoluta do ranking está com os Estados Unidos, com 1742 medalhas (630 de ouro), seguidos da Grã Bretanha com 1324 (451 de ouro) e Canadá, com 860 (320 de ouro). A liderança na América Latina é do México, com 201 medalhas, 71 das quais de ouro. A Argentina está uma posição à frente do Brasil, em segundo lugar na América Latina, com 140 medalhas, também com 30 de ouro.

Dunga conta sua experiência na instalação de Câmara Temática que vai monitorar legado da Copa 2014 em Porto Alegre

O capitão Dunga, da equipe tetracampeã mundial em 1994 e ex-técnico da seleção brasileira, será o palestrante na quarta-feira, 29 de agosto, em Porto Alegre, na cerimônia de instalação da Câmara Temática da Copa, do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Rio Grande do Sul (CDES-RS). A ginasta Daiane dos Santos também integra a Câmara Temática, que terá o propósito de debater e monitorar o legado da Copa para Porto Alegre, uma das cidades-sede, e para todo estado.
A instalação  da Câmara ocorrerá às 14h30, na sede do Conselhão, no 21º andar do Centro Administrativo do Estado.
O CDES-RS é pioneiro em órgãos desse tipo em criar uma Câmara Temática voltada para a Copa de 2014. O Conselho é um espaço público não-estatal que tem o papel de analisar, debater e propor diretrizes para promover o desenvolvimento econômico e social do Estado do Rio Grande do Sul. É órgão consultivo do governador e integra o Sistema Estadual de Participação Cidadã. Busca intensificar o diálogo e a concertação, fortalecendo a democracia no Estado. Entre os temas em debate no momento no CDES-RS estão a criação do Conselho Estadual de Comunicação Social, o Pacto Gaúcho pela Educação e o desenvolvimento rural do estado.
A composição da Câmara Temática indica que representantes de diferentes setores do Rio Grande do Sul estarão acompanhando diretamente as obras e projetos relacionados à Copa de 2014. Os demais conselheiros inscritos na Câmara Temática da Copa são o advogado Antonio Escosteguy Castro, Vice-Presidente da Associação Gaúcha de Advogados Trabalhistas; Athos Roberto Albernaz Cordeiro,  presidente do SICEPOT-RS, entidade que representa a categoria econômica da construção pesada do Rio Grande do Sul; Celso Woyciechowski, presidente da CUT-RS; o médico Cláudio José Allgayer, fundador da Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Rio Grande do Sul (FEHOSUL) e da Confederação Nacional de Saúde (CNS), da qual é Vice-Presidente; o jornalista Ercy Pereira Torma, presidente da Associação Riograndense de Imprensa - ARI; Leonardo Monteiro Silveira, diretor da União Estadual dos Estudantes (UEE-livre); Maria Alice Lahorgue, Secretária Regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência; Osvaldo Voges,  Diretor-presidente do Grupo Voges e Vice Presidente da Festa da Uva; Paulo D´’Arrigo Vellinho, ex-Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS) e membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República; a arquiteta Underléa Miotto Bruscato, professora da UFRGS; o promotor Alexandre Sikinowski Saltz, Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente de Porto Alegre; a psicóloga Sandrali de Campos Bueno, representante dos povos tradicionais de matriz africana.

Cicloturismo - paixão pelo esporte e meio ambiente



Exemplo de aliança entre esporte e meio ambiente, no video da TV Brasil.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Expointer gaúcha será evento de teste para ação da saúde na Copa de 2014

Como o setor de saúde deve atuar durante uma grande competição esportiva, especificamente a Copa de 2014. A indagação será respondida ao longo da 35ª edição da Expointer, no Rio Grande do Sul, entre 25 de agosto e 2 de setembro. O evento servirá de teste sobre como funciona o setor de vigilância à saúde em megaeventos, visando a preparação para a Copa do Mundo daqui a dois anos. As ações na Expointer, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, serão coordenadas pela Secretaria Estadual da Saúde, em parceria com outras organizações.
A prevenção de intoxicação alimentar e hídrica, de disseminação de doenças e atuação em casos de traumas e acidentes serão alguns dos aspectos analisados durante a Expointer, que deverá ter a circulação de cerca de 500 mil pessoas. Um Centro Integrado de Operações e Comando da Saúde (Ciocs), para monitorar as ações no setor, foi idealizado para funcionar durante o evento.
Observadores da FIFA, representantes das 12 cidades-sede e servidores da Secretaria da Saúde e outros órgãos do governo gaúcho, além da Secretaria Municipal da Saúde de Esteio, participarão das atividades. Serão avaliadas questões relacionadas à vigilância sanitária (como venda de alimentos e condições sanitárias em geral), ao funcionamento da rede hospitalar (se houver necessidade de seu acionamento) e dos serviços oferecidos no interior do Parque de Exposições (como ambulatórios, ambulâncias e atendimento a ocorrências clínicas de baixa complexidade.
A Expointer recebe expositores e delegações de vários estados brasileiros e diversos países. São expostos animais, máquinas agrícolas e diversos outros produtos. A Exposição também conta com visitas monitoradas de estudantes e agricultores. O Rio Grande do Sul tem tradição em feiras agropecuárias. A primeira foi realizada em 1901, em pavilhões fechados no Campo da Redenção (atual área do Parque Farroupilha), em Porto Alegre.