quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Conselhão gaúcho é o primeiro a incluir debate sobre legado da Copa 2014, com Câmara Temática instalada nesta quarta-feira

O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Rio Grande do Sul (CDES-RS) instalou nesta quarta-feira, 29 de agosto, os trabalhos da Câmara Temática que irá monitorar o legado econômico, social e ambiental da Copa de 2014 para o estado. Porto Alegre será uma das 12 cidades-sede da competição e o Conselhão, como é conhecido o CDES-RS, é o primeiro organismo estadual com esse perfil a debater o legado da Copa para o respectivo estado.
“O objetivo desse grupo é buscar pontos de convergência entre os diversos segmentos da sociedade civil, através dos conselheiros do CDES-RS, sobre os benefícios à comunidade gaúcha, tanto em termos de inclusão social como de desenvolvimento econômico”, destacou o secretário Executivo do CDES-RS, Marcelo Danéris, observando que foram os próprios conselheiros que demandaram a constituição da Câmara Temática.
O secretário estadual de Esporte e Lazer, Kalil Sehbe, citou algumas ações de mobilidade urbana, que farão parte do legado da Copa de 2014 para Porto Alegre, como adaptações no Aeroporto Salgado Filho, estruturação da Linha Móvel em Porto Alegre, ampliação do Trensurb até o município de Novo Hamburgo e a implantação da Avenida do Parque.
Entre os conselheiros que se pronunciaram, o capitão da seleção brasileira na Copa de 1994, Carlos Caetano Bledorn Verri, o Dunga, reiterou que a função da Câmara Temática será estar junto com o governo "para acompanhar e cobrar ações voltadas ao legado". Além da cidade-sede, Porto Alegre, o Rio Grande do Sul terá locais de hospedagem para oito seleções na Copa de 2014. Sete Centros de treinamento já foram habilitados.

Copa 2014 e Olimpíadas 2016 em debate no Conselho de Desenvolvimento do governo federal

A contribuição da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016 para o desenvolvimento do país, em bases sustentáveis, é um dos pontos que estarão em debate nesta quinta-feira, 30 de agosto, na terceira reunião plena do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) do governo federal, no mandato da presidente Dilma Roussef.  Sob a coordenação do secretário executivo do Conselho, o ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Moreira Franco, o encontro do pleno do Conselho terá a participação dos conselheiros e de vários ministros.
O panorama do desenvolvimento brasileiro e a conjuntura serão apresentados por conselheiros representando os setores empresarial e trabalhista presentes no CDES, entre outros. Em seguida estão previstos os pronunciamentos do ministro Guido Mantega e da presidente Dilma Roussef. O encontro do pleno do Conselho será encerrado com as mesas de diálogo.
As mesas irão aprofundar a discussão sobre o panorama do desenvolvimento brasileiro e a conjuntura internacional e identificar os principais desafios estratégicos e conjunturais "para garantir o ritmo do desenvolvimento, com dinamismo econômico, inclusão social e sustentabilidade ambiental", segundo a pauta do encontro. Nas mesas estarão mais presentes os megaeventos que o Brasil irá sediar nos próximos anos: Copa das Confederações em 2013, Copa do Mundo da FIFA de 2014, Olimpíadas e Paralimpíadas de 2016.

sábado, 25 de agosto de 2012

Favoritos da Premier League são campeões em ação social

Os cinco clubes considerados favoritos a vencer a Premier League 2012-2013, Manchester City, Manchester United, Chelsea, Arsenal e Liverpool, são campeões em ação social na Grã Bretanha e uma referência em contribuição para o desenvolvimento comunitário no futebol europeu. Todos os cinco clubes implementam programas e projetos próprios e também iniciativas em parceria com organizações sociais, principalmente na área da infância e juventude.
Manchester City - O campeão da temporada passada, Manchester City, tem a ação social em seu DNA. A equipe que viria a ser o Manchester City Futebol Clube foi criada em 1880 pela família Connell, da Igreja de São Marcos, em West Gorton. Uma das iniciativas é a Ação para Cegos, em parceria do clube com o Real Instituto Nacional para Cegos, que trabalha na melhoria das condições de vida de pessoas cegas e com ambliopia desde 1875.
Outra ação resultou da parceria entre Manchester City e Sport Relief, na criação do "Shoot for the moon" ("Chute para a lua"), visando arrecadar fundos para investimento em projetos destinados ao desenvolvimento de jovens em situação de vulnerabilidade social. Esport Relief é uma organização que arrecada fundos destinados a programas e projetos de desenvolvimento humano no Reino Unido e vários países, vinculados ao esporte. As suas principais áreas de atuação: fornecimento de locais seguros para crianças vítimas de violência; apoio ao fornecimento de saneamento e água limpa em países pobres, sobretudo da África; e campanhas de vacinação e outras ações de saúde em benefício de crianças de países pobres.
Manchester United - O vitorioso clube de Manchester mantém uma parceria que já dura 13 anos com o Unicef.  Os recursos arrecadados nesse período pelo Manchester forma investidos em programas do Unicef beneficiando a mais de 2 milhões de crianças. Em 2011 foi iniciado um projeto especial voltados para o atendimento à saúde  de crianças no Senegal. O objetivo é equipar 35 centros de sobrevivência infantil, para atender mães e bebês.
A Fundação Manchester United trabalha em parceria com várias organizações, com ações em educação e desenvolvimento comunitário. O clube apoia ações em futebol júnior, futebol feminino, e formação de treinadores. A Diretoria de Desenvolvimento Comunitário trabalha no momento com o apoio a centros de desenvolvimento em várias regiões de Manchester: Astley Sports College, Broadoak High School, Burnage Media Arts College, Irlam & Cadishead High School, Manchester Enterprise Academy, Manchester Health Academy, News Charter Academy e Stretford High School. Outra preocupação da Fundação Manchester United é com a promoção da alimentação e outros hábitos de vida saudável, visando combater o estresse e eliminar o uso do fumo.
Chelsea -  O Chelsea desenvolve o programa Kickz, que visa utilizar o futebol como instrumento para o fortalecimento de comunidades vulneráveis e o desenvolvimento integral de jovens em Wandsworth, Kensington, Chelsea, Hammersmith, Fulham e Westminster. Um trabalho específico é voltado para apoio a pessoas que estiveram ausentes do mercado de trabalho. O clube promove um curso de formação de 10 semanas para construir a confiança dos estagiários, melhorar as suas aptidões e talentos e ajudá-los a voltar ao emprego. Workshops são realizados em Stamford Bridge.
Uma das organizações apoiadas pelo Chelsea é o Prince´s Trust, que desenvolve programas de apoio ao empreendedorismo de jovens, auxílio a jovens que elaborem projetos visando beneficiar suas comunidades e incentivo à melhoria educacional de jovens de 13 a 19 anos. O projeto GoalZ é voltado para o apoio a jovens da comunidade de Elmbridge. Outro trabalho é feito em parceria com a Street League, visando o apoio a jovens de comunidades vulneráveis. Um trabalho anti-discriminação é feito no sudoeste de Londres, em programa dirigido pelo primeiro jogador negro do Chelsea, Paul Canoville. O jogador faz visitas regulares a escolas londrinas, reforçando o não ao racismo.
Arsenal - O apoio a ações comunitárias é tradição no clube. Em 2003 o Arsenal Futebol Clube passou a canalizar sua captação de recursos para uma instituição de caridade por ano. Já foram beneficiadas organizações como ChildLine, David Rocastle Trust, Fundação Willow, TreeHouse, Teenage Cancer Trust, Caridade Great Ormond Street Hospital da Criança e Centrepoint. O Arsenal também mantém parceria com a unidade britânica de Save The Children, uma das mais conhecidas organizações de apoio aos direitos das crianças em esfera internacional. Durante a turnê da equipe pela Ásia neste ano, jogadores do Arsenal visitaram um centro apoiado por Save The Children na China, voltado a melhorar a qualificação de professores e desempenho dos alunos. Crianças vítimas do terremoto no Japão e da seca na África já foram auxiliadas em função da parceria.
O Arsenal mantém uma Política de Igualdade de Oportunidades, de combate à discriminação. O combate ao racismo também é feito pelo Programa Arsenal para Todos. Mais de mil crianças participam do programa por ano. O Arsenal na Comunidade desenvolve, entre outras ações, iniciativa visando a promoção da tolerância e boa vontade entre crianças de todos credos religiosos.
Liverpool - Por seu apoio ao Programa Ação para a Saúde, o Liverpool ganhou importante reconhecimento. O programa teve apoio da Cãmara Municipal de Liverpool e verbas do Fundo Social Europeu, utilizadas para financiar vários projetos comunitários, como cursos de saúde para mulheres, prevenção e combate a obesidade em crianças e exames de saúde em adultos durante eventos. Outra iniciativa do Liverpool é voltada para o fortalecimento familiar.   
O Liverpool trabalha para que o projeto do novo estádio contribua para o desenvolvimento de toda a região oriental do Stanley Park. O parque que representa importante opção de lazer foi restaurado, com o plantio de milhares de árvores e melhorias em lagos, pontes e jardim de rosas. O clube mantém um programa de apoio a pessoas com deficiência, baseado em um centro poliesportivo. O projeto Reduc@ate visa, com o apoio de estudantes de três universidades de Liverpool, o incentivo e reforço escolar de jovens em literatura, matemática e novas tecnologias de informação e comunicação. As atividades são planejadas para que sejam agradáveis e estimulantes. O Reduc@ate também viabiliza o intercâmbio de escolas inglesas e de Barcelona, para que os alunos aprendam melhor o espanhol.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Inauguração da Arena Amil une tricampeão olímpico a momento histórico para a cultura e o esporte de Campinas

Neste domingo, 26 de agosto, acontece o lançamento oficial da equipe de voleibol feminino da Amil, em Campinas, dirigida pelo tricampeão olímpico José Roberto Guimarães e com a participação de atletas de ponta como Walewska, Fernandinha, Pri Daroit e a cubana Daymi Ramirez. O lançamento ocorrerá durante festa que contará com shows previstos do cantor Leonardo, de Bola Sete e do DJ Cesinha Filter, entre 14 e 19 horas, na Arena Amil, novo nome do Ginásio do Clube Concórdia, totalmente reformado. O Clube Concórdia, com quem a Amil fez esta parceria, é um dos poucos clubes centenários do estado de São Paulo e um dos mais antigos em atividade no Brasil.
O clube foi fundado em 17 de maio de 1870, por um grupo de jovens alemães que desejavam um espaço para praticar esportes e cantar. Nascia o Gesangverein Concórdia - Sociedade Alemã de Canto Concórdia, que passou a ser um dos territórios da música e do canto coral na cidade, ao lado de outros grupos da comunidade alemã, como o Phil Euterpe e o Gesangverein Enträch.
O Gesangverein Concórdia foi fundado apenas dois meses depois da estreia, a 19 de março, no Teatro Scala, em Milão, de "O Guarani", a ópera que imortalizou o maestro campineiro Antônio Carlos Gomes, considerado o nome histórico da cultura local. A projeção do Gesangverein Concórdia foi rápida e em 1875 ele se apresentou para o Imperador D.Pedro II, em uma de suas visitas a Campinas. O mesmo D.Pedro II que, doze anos antes, havia dado apoio integral à ida de Carlos Gomes para a Europa.
Com o tempo o Gesangverein Concórdia se consolidou como um dos mais importantes clubes esportivos e culturais de Campinas. Após a Segunda Guerra Mundial, o nome foi substituído para Clube Concórdia.
A tradição musical perdurou. Na antiga sede social, no centro da cidade, se apresentaram nomes de destaque como Roberto Carlos, Nelson Gonçalves e Altemar Dutra. Na década de 1960, o Concórdia adquiriu uma gleba na estrada para o distrito de Sousas, onde construiu seu clube de campo. O ginásio poliesportivo começou a ser construído em 1992. É este ginásico que, reformado, foi batizado de Arena Amil, para sediar as partidas da nova equipe brasileira de voleibol, no quilômetro 6 da atual rodovia Heitor Penteado. A antiga sede social do Concórdia, no centro, foi alugada para uma entidade beneficente e nela funciona o sistema Bom Prato, iniciativa do governo estadual.
Campinas tem outros quatro clubes centenários: o Clube Semanal de Cultura Artística, de 1857; o Jockey Club Campineiro, de 1877; a Associação Atlética Ponte Preta, de 1900; e o Guarani Futebol Clube, de 1911. A tradição esportiva da cidade continua, agora com o lançamento de forte projeto no voleibol feminino. (Por José Pedro Martins/Renato Fabretti)

II Festival Olímpico Intermunicipal de 2012 em El Salvador pela paz e o desenvolvimento humano



Neste vídeo divulgado por Naciones Unidas de El Salvador, mensagem anunciando o II Festival Olímpico Intermunicipal neste país centroamericano, evento multidesportivo de convivência que teve a participação de mais de 1000 crianças e adolescentes, moradores em nove municípios. Os jovens disputaram as modalidades futebol, futebol de salão, basquete, softball, atletismo e natação.
O festival foi organizado pela Prefeitura de San Salvador, com o apoio do Comitê Olímpico de El Salvador COES, no âmbito do Programa Conjunto Redução da Violência e Construção de Capital Social em El Salvador do Sistema das Nações Unidas, que objetiva criar condições que contribuam para o desenvolvimento humano, o fortalecimento da governabilidade democrática e a conquista dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. O festival teve a participação dos municípios de: Antiguo Cuscatlán, Colón, Cuscatancingo, Sacacoyo, San José Guayabal, Santa Tecla, Sonsonate, Sonzacate y San Salvador. As competições foram em San Salvador, em locais como as pistas de la Satélite e da colônia IVU, Chapupo Rodríguez e estádio Mágico González.

Da fuga do nazismo ao recorde em Londres, a história das paralimpíadas

Um anônimo mineiro ferido, que tinha lesão na medula espinhal e acabou falecendo na pequena localidade alemã de Konigshutte, em 1917, cumpre papel fundamental na história do nascimento do movimento paralímpico internacional, que também tem como componente uma fuga do horror do nazismo. A morte do mineiro ferido marcou para sempre a biografia de Ludwig Guttmann, que atuava como voluntário no hospital onde o paciente estava internado. Guttmann acompanhou a agonia do mineiro e, formado em Medicina em Freiburg, em 1924, não por acaso ficaria conhecido por seus métodos inovadores em recuperação de pacientes com lesões na medula espinhal.
Na Universidade Guttmann era membro de uma fraternidade judaica, que lutava contra o avanço do anti-semitismo. Após a graduação, trabalhou em Breslau e Hamburgo, voltando depois para Breslau. Proibido pelos nazistas de atuar em hospitais públicos, ainda continuou atuando no hospital judaico de Breslau, tendo evitado a transferência de dezenas de pacientes para campos de concentração, apesar das pressões permanentes da Gestapo.
Mas a situação na Alemanha foi ficando cada vez mais insustentável e Guttmann acabouo migrando com a família para a Inglaterra, em março de 1939, a convite da Sociedade para a Proteção da Ciência e Aprendizagem. Logo retomou suas pesquisas em Oxford, com o apoio do Conselho de Assistência aos Acadêmicos Refugiados.
Em plena Segunda Guerra Mundial, quando crescia de forma assustadora o número de mortos e feridos, Guttmann apresentou, em 1941, a pedido do Conselho de Pesquisa Médica da Inglatera, um amplo estudo sobre o tratamento e reabilitação de vítimas de pacientes com lesão na medula espinhal. Esta foi a origem da ideia de criação de um centro especial para tratamento desses pacientes. A ideia foi materializada quando Guttmann assumiu a direção do centro criado no Hospital Stoke Mandeville, em Aylesbury. O centro foi inaugurado em primeiro de fevereiro de 1944, com 26 leitos.
Desde o início o médico utilizou o esporte na reabilitação dos pacientes. Quatro anos depois, em 28 de julho de 1948, Guttmann organizou a primeira competição entre os pacientes, com a participação de 14 ex-militares e duas mulheres. Quatro anos depois, os jogos em Stoke Mandeville tiveram a participação de atletas holandeses - na realidade, veteranos de guerra. Era a gênese do movimento paralímpico internacional, que apenas cresceu nessas seis décadas, com uma nítida vocação pacifista, como indica a trajetória do dr.Ludwig Guttmann, falecido em 1980. A primeira edição das Paralimpíadas foi em Roma, em 1960. A primeira edição conjunta com os Jogos Olímpicos de Verão foi em 1988, em Seul. Quatro anos depois, em Barcelona, as Paralimpíadas adquiriram uma visibilidade que não parou mais de crescer. Em Londres, haverá um recorde de participação de comitês paralímpicos nacionais. Serão 166 e entre os países com primeira participação estão Albânia, Antigua e Barbados, Ilhas Virgens Americanas e San Marino. É a afirmação das paralimpíadas, como um marco do avanço do movimento global pela inclusão.

Paralimpíadas de Londres resgatam histórias de superação e fortalecem movimento pela inclusão

Entre 1980 e 2004, a nanadora norteamericana Trischa Zorn participou de todas as sete paralimpíadas e ganhou 46 medalhas, sendo 32 de ouro. A história da maior medalhista paralímpica de todos os tempos é uma das histórias de superação, que serão recontadas na décima quarta edição das Paralimpíadas, entre 29 de agosto e 9 de setembro, em Londres. Berço do movimento paralímpico internacional, foi em terras britânicas que começou uma trajetória marcada por exemplos de superação e que representa uma das faces do movimento planetário por cidades e sociedades inclusivas.
Serão 4280 atletas, disputando por 166 comitês paralímpicos nacionais. Muitos países estarão representados pela primeira vez em Londres, disputando em 503 eventos, 201 a mais do que nas Olimpíadas de Verão.  Cerca de 70% dos voluntários que trabalharão nas Paralimpíadas não participaram das Olimpíadas de Verão.
Muitos locais dos Jogos Olímpicos foram adaptados para receber as Paralimpíadas, como a Arena Riverbank para futebol de cinco e de sete, a North Greenwich Arena para basquete em cadeira de rodas e o Quartel de Artilharia Real para tiro ao arco. Dois espaços são novos: o Eton Manor, ao norte do Parque Olímpico, com nove tribunas para a competição de tênis de cadeira de rodas, e o legenário circuito de corridas de automóveis Brands Hatch, que sediará a competição paralímpica de ciclismo de estrada. 
Participação brasileira evolui - O Brasil participa com 182 atletas nas Paralimpíadas de Londres, dos quais 115 homens e 67 mulheres, representando 36,8% da delegação, 7,60% a mais do que em Pequim, em 2008. A velocista Viviane Soares, com 16 anos, é a mais nova atleta, e a mesa tenista Maria Luiza Passos, de 61, a mais experiente.
Em Pequim o Brasil ficou em nono lugar, com 16 medalhas de ouro, 14 de prata e 17 de bronze, somando 45 medalhas. Destaque para o nadador Daniel Dias, com quatro medalhas de ouro e duas de prata. Clodoaldo Silva é outro nadador de destaque na história paralímpica brasileira. Em quatro paralimpíadas ganhou 13 medalhas, sendo seis de ouro.
A avaliação da participação em Londres será fundamental para a projeção de novos saltos do movimento paralímpico no Brasil. O país cresceu muito no segmento nos últimos anos, como reflexo do avanço do movimento pela inclusão, mas ainda precisa ampliar os apoios e infraestrutura de modo a garantir uma expansão sustentada do movimento paralímpico.
Um plano de longo prazo, com metas e ações, visando as Olimpíadas de 2016, que serão no Rio de Janeiro, começou a ser traçado em 2010, quando o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) recebeu essa missão do presidente Luis Inácio Lula da Silva. Em 2011, foram criados o Time São Paulo e Time Rio, frutos da parceria entre o CPB e, respectivamente, governo de São Paulo e prefeitura do Rio de Janeiro. O objetivo é dar todo apoio para a preparação dos atletas com grandes condições de bom desempenho em Londres e no Rio de Janeiro.
No quadro geral de medalhas, computando as treze edições anteriores, o Brasil aparece no trigésimo segundo lugar, com 30 medalhas de ouro, 41 de prata e 46 de bronze, 117 no total. A liderança absoluta do ranking está com os Estados Unidos, com 1742 medalhas (630 de ouro), seguidos da Grã Bretanha com 1324 (451 de ouro) e Canadá, com 860 (320 de ouro). A liderança na América Latina é do México, com 201 medalhas, 71 das quais de ouro. A Argentina está uma posição à frente do Brasil, em segundo lugar na América Latina, com 140 medalhas, também com 30 de ouro.