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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Energia eólica avança no Ceará; Brasil pode ir mais além no "campeonato da energia limpa"

Vista do Parque Eólico do Porto do Mucuripe, em Fortaleza

(Foto José Pedro S.Martins)




Em 2014, quando milhares de brasileiros e estrangeiros visitarem Fortaleza para jogos da Copa do Mundo no Brasil, Ceará terá mais de 50 parques de energia eólica. De acordo com projeção da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), o estado terá 54 usinas de energia eólica em 2014, somando quase 1.500 megawatts (MW) de energia, consolidando a vice-liderança nacional nessa fonte de energia renovável, que está com o Rio Grande do Norte.

O avanço da energia eólica no Ceará é realmente notório. Entre os 377 projetos inscritos para o leilão de energia que o governo federal realizará dia 20 de dezembro, para atendimento ao mercado consumidor a partir de 2016, ano das Olimpíadas, nada menos do que 296 são de energia eólica, dos quais 84 no Rio Grande do Sul, 70 no Rio Grande do Norte, 60 no Ceará e 56 na Bahia. Os projetos de energia eólica somam 7.486 MW, perdendo somente para os 12.864 em gás natural e superando os 2.160 MW de novas concessões em hidrelétricas.

A energia eólica começou a ser implementada no Ceará na década de 1990. O primeiro Mapeamento Eólico do Estado do Ceará foi realizado em parceria entre a Companhia de Eletricidade do Ceará (COELCE) e a GTZ, agência de cooperação alemã. Outros estudos, mais aprofundados, foram feitos em parceria com grupos privados. Em 1999 foram inauguradas as primeiras usinas, na Praia da Taíba, município de São Gonçalo do Amarante, e na Prainha, município de Aquiraz.

Foram as primeiras usinas erguidas sobre dunas no mundo. Foi então projetado o parque eólico do Porto do Mucuripe, na Praia Mansa, em Fortaleza, em cooperação da COELCE com o governo da Alemanha, CHESF e Secretaria de Infra-Estrutura. Hoje são 17 usinas eólicas operando no Ceará, nos municípios de Acaraú, Amontada, Aracati, Beberibe, Camocim e Paracuru, além dos já citados.

O Brasil avança bem na área de energia eólica, embora o potencial brasileiro no setor seja enorme e mereceria maior investimento. O potencial de energia eólica no país seria de 60 mil MW, mais da metade da capacidade instalada atual, somando todas as fontes. A capacidade instalada em energia eólica no mundo hoje seria de quase 200 GW, dos quais 37 GW foram instalados somente em 2010. A estimativa é de que a energia eólica pode suprir até 12% da energia elétrica no planeta até 2020. Países Nórdicos, mais Alemanha, Espanha e Estados Unidos, sempre foram líderes, mas a China avança muito rápido no setor. O Brasil, com seu enorme potencial, não pode ficar muito atrás nesse campeonato mundial da energia limpa. O Ceará e outros estados estão dando a sua contribuição. (José Pedro S.Martins)

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

A Copa do Sol, da Farinhada e da Comunhão de Afetos



A Copa de 2014 no Brasil será a Copa do Sol, este que se põe, em todo seu esplendor, no Distrito de Cachoeira, em Maranguape, Ceará, um dos estados-sede da competição.



O mesmo sol que protege e beija o pequeno campo de futebol de Cachoeira, ponto de encontro da comunidade, espaço que ajudou a forjar a sua identidade.

O futebol que promove a comunhão de afetos em todo Brasil e também em Cachoeira, distrito que realiza em março a farinhada, uma das mais representativas manifestações culturais nordestinas, revivida pelo Ecomuseu de Maranguape e outros parceiros da comunidade.



Como o futebol promove a união de todos, a farinhada sela a fraternidade pela festa, pelos cheiros, pelos sabores da vida plena: o evento anual em Cachoeira também tem muita música e desfile de cavaleiros como ingredientes.



Assim a Copa de 2014 pode ser muito mais do que futebol, mas reafirmação perante o mundo da vibrante, única e múltipla cultura brasileira. Esta oportunidade única que não pode ser desperdiçada para mostrar o Brasil em toda a sua (poli)biodiversidade. (José Pedro S.Martins)